E se as informações públicas fossem escritas, organizadas e desenhadas para serem realmente compreendidas por quem precisa delas?
No LAB.ges, essa pergunta se transformou em método.

Desde 2018, o Laboratório de Inovação na Gestão vem experimentando caminhos para tornar documentos, serviços, editais, formulários e comunicações públicas mais claros, acessíveis e úteis para a população.
Mais do que simplificar textos, a Comunicação Cidadã propõe uma nova forma de pensar a relação entre Estado e sociedade: com linguagem simples, design acessível, escuta, colaboração e foco na experiência de quem usa o serviço público.
Quando um edital é difícil de entender, alguém pode deixar de participar.
Quando um formulário é confuso, alguém pode preencher errado.
Quando uma orientação pública usa jargões, siglas e frases longas, o cidadão precisa de ajuda para acessar um direito que deveria estar claro desde o início.
A Comunicação Cidadã surge para enfrentar esse problema.
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Para que a pessoa
saiba onde buscar
Para que consiga entender
Para que consiga
agir a partir dela
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As primeiras ações do LAB.ges com a Linguagem Simples aconteceram, a partir de experiências nacionais e internacionais de inovação pública. Naquele momento, o tema ainda era pouco difundido no setor público brasileiro. Mesmo assim, o laboratório percebeu ali uma oportunidade: transformar a linguagem do Governo em uma ferramenta de acesso, inclusão e melhoria dos serviços.
A partir desse primeiro contato, a Linguagem Simples começou a ser introduzida em cursos, oficinas e experimentações com servidores públicos.
O que começou como uma sensibilização se tornou uma jornada de aprendizagem institucional.
Uma trajetória construída na prática
Ela foi construída aos poucos, com testes, oficinas, erros, ajustes e novas aplicações. Cada experiência ajudou o LAB.ges a entender melhor como simplificar sem perder precisão, como tornar documentos mais acessíveis sem reduzir conteúdo importante e como formar servidores para aplicar o método em suas próprias rotinas.

A história começa em 2018, quando o LAB.ges teve seus primeiros contatos com a Linguagem Simples a partir de experiências nacionais de inovação pública.
Naquele momento, o tema ainda era pouco difundido no setor público brasileiro. Mesmo assim, o laboratório percebeu uma oportunidade importante: usar a linguagem como ferramenta para aproximar Governo e sociedade.
A partir dali, a Linguagem Simples passou a aparecer em conversas, formações e experimentações do LAB.ges, ainda como uma semente metodológica.
Em 2021, a Linguagem Simples voltou com mais força na agenda do LAB.ges, associada à melhoria dos serviços digitais do Governo do Estado.
A questão era direta: não basta digitalizar um serviço se a pessoa não entende o que precisa fazer.
Esse momento ajudou o laboratório a conectar Linguagem Simples com experiência do usuário, jornada de serviços, organização da informação e redução de barreiras de acesso.
Com a pauta mais madura, o LAB.ges passou a realizar oficinas de introdução à Linguagem Simples com servidores públicos.
Essas formações ajudaram a disseminar conceitos básicos, mostrar exemplos práticos e abrir espaço para que equipes de diferentes órgãos percebessem como a linguagem afeta o acesso a serviços, direitos, programas e oportunidades.
Foi nesse período que a Comunicação Cidadã começou a deixar de ser apenas um tema de sensibilização e passou a se aproximar de uma metodologia aplicada.
Em 2022, o LAB.ges aplicou a Linguagem Simples e o Design Acessível no Regulamento do Prêmio Inoves.
A experiência foi importante porque mostrou, na prática, que um documento público pode ser técnico e, ao mesmo tempo, mais claro, organizado e navegável.
O trabalho envolveu reorganização de informações, revisão de linguagem, melhoria da estrutura visual e foco na experiência de quem precisava entender as regras para participar.
Esse caso ajudou a provar uma ideia central do método: simplificar não é reduzir a qualidade da informação. É tornar a informação mais útil para quem precisa dela.
Ainda em 2022, a Comunicação Cidadã avançou para um novo tipo de documento: os editais públicos.
O LAB.ges apoiou a Secretaria de Estado da Cultura na aplicação de Linguagem Simples, Acessibilidade Textual e Design Acessível em editais da Secult, incluindo a experiência com o Edital Diversidade Cultural Capixaba. Esse marco foi importante porque levou o método para documentos de maior complexidade, com regras, critérios, prazos, etapas e exigências voltadas a públicos diversos.
A experiência da Secult mostrou que editais podem ser mais claros e acessíveis sem perder rigor técnico. Também abriu caminho para que a metodologia fosse aplicada em outras políticas de fomento.
Em 2023, o LAB.ges sistematizou sua trajetória em Linguagem Simples em um artigo apresentado ao Congresso CONSAD de Gestão Pública.
Esse foi um marco de maturidade: a experiência deixou de ser apenas prática interna e passou a ser registrada como conhecimento público.
O artigo organizou aprendizados, resultados e desafios das primeiras aplicações da metodologia, reforçando que a Comunicação Cidadã poderia ser replicada, adaptada e transferida para outras equipes do setor público.
Em 2025, a Comunicação Cidadã deu um passo importante com o projeto desenvolvido junto à FAPES.
A iniciativa envolveu mentoria com a equipe da Fundação, simplificação de quatro editais, contratação de revisão dos documentos e apoio técnico para tornar as informações mais claras, organizadas e acessíveis.
A FAPES representa um marco próprio na trajetória porque se trata de uma instituição estratégica para ciência, tecnologia, inovação e fomento no Espírito Santo. A aplicação do método em seus editais mostrou que Linguagem Simples pode qualificar políticas de incentivo, reduzir barreiras de compreensão e fortalecer o acesso a oportunidades públicas.
Mais do que revisar textos, o projeto ajudou a fortalecer uma capacidade interna: equipes passaram a compreender melhor como estruturar editais, organizar informações, reduzir dúvidas e aplicar padrões de Comunicação Cidadã em documentos futuros.
A experiência acumulada em editais também gerou um novo produto: um manual para apoiar a escrita de editais em Linguagem Simples.
O manual reúne orientações para organizar informações, escrever de forma mais clara, explicar termos técnicos, melhorar a navegação do documento e facilitar a compreensão de regras, critérios, etapas e prazos.
Esse material transforma aprendizados práticos em conhecimento reutilizável. Ele permite que novas equipes tenham uma referência para começar, mesmo sem depender diretamente do LAB.ges em todas as etapas.
Em 2025, o método também foi aplicado na simplificação e adaptação de design dos editais da ESESP e do Programa Jovens Valores.
Essas experiências ampliaram o repertório da Comunicação Cidadã, porque envolveram públicos, objetivos e contextos diferentes.
O trabalho reforçou que não existe um único modelo de documento simplificado. Cada edital precisa considerar seu público, sua finalidade, seu nível de complexidade e o tipo de decisão que a pessoa leitora precisa tomar.
Ainda em 2025, o LAB.ges avançou na criação de ferramentas para facilitar a disseminação do método.
Foi desenvolvido um template Word padrão de Governo, com macros configuradas e um guia de uso para apoiar servidores na produção de documentos mais organizados, padronizados e acessíveis.
Esse foi um passo importante porque aproximou a Comunicação Cidadã da rotina administrativa. Em vez de depender apenas de projetos específicos, o método passou a ganhar instrumentos para ser incorporado no dia a dia dos servidores.
Em 2026, a Comunicação Cidadã chegou ao edital do StartupES, iniciativa de inovação aberta do LAB.ges.
O edital foi lançado em formato simplificado e navegável, reforçando a conexão entre Linguagem Simples, Design Acessível, experiência do usuário e inovação pública.
Esse marco é especialmente importante porque mostra o método sendo aplicado dentro de uma iniciativa do próprio LAB.ges. A experiência do StartupES demonstra que a Comunicação Cidadã pode apoiar programas de inovação desde o desenho da chamada pública, tornando regras, etapas e orientações mais fáceis de localizar, compreender e usar.
Com isso, o edital deixa de ser apenas um documento de inscrição. Ele passa a funcionar como uma interface entre o programa e as pessoas interessadas em participar.
Com a Política Estadual de Linguagem Simples já existente, a Comunicação Cidadã entra em uma nova fase.
O desafio agora é transformar o método em capacidade institucional transversal do Poder Executivo. Isso significa sair da lógica de projetos isolados e avançar para um modelo com governança, formação, rede executora, base de conhecimento, instrumentos reutilizáveis e mecanismos de escuta e avaliação.
A trajetória construída desde 2019 mostra que o Governo do Estado não parte do zero. Há método, experiências, materiais, aprendizados e casos reais que podem sustentar a implementação da política.
A Comunicação Cidadã passa, então, a ser apresentada como o método desenvolvido pelo LAB.ges para apoiar a aplicação da Linguagem Simples e do Design Acessível no Governo do Espírito Santo.
O método
A Comunicação Cidadã combina formação e entrega prática. Isso significa que os servidores não apenas assistem a uma aula sobre Linguagem Simples. Eles aprendem aplicando o método em documentos reais, com problemas reais e públicos reais.
Antes e depois: o que muda na prática?
Um documento público não fica melhor apenas porque está mais curto.
Ele fica melhor quando a pessoa consegue entender o que precisa fazer.
Na simplificação do Regulamento do Prêmio Inoves 2022, por exemplo, a equipe reorganizou informações, reduziu complexidade textual, trabalhou hierarquia visual e repensou a experiência de leitura. O resultado foi um documento mais claro, mais navegável e mais próximo das pessoas que precisavam participar.
A experiência também mostrou que a simplificação pode reduzir dúvidas, retrabalho e barreiras de participação.

A Comunicação Cidadã não é apenas uma técnica de escrita
Ela integra texto, estrutura, visualidade e experiência. Por isso, observa palavras, frases, ordem das informações, títulos, tabelas, ícones, contraste, espaçamento, hierarquia visual, acessibilidade e jornada da pessoa usuária.
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Apresenta os princípios do método e orienta a produção de informações públicas mais claras, acessíveis e úteis.
Use quando: a equipe estiver começando a aplicar o método ou precisar alinhar conceitos básicos.
Acesse o GuiaReúne orientações específicas para editais, chamadas públicas e regulamentos.
Use quando: o órgão for publicar ou revisar editais com regras, prazos, critérios e documentos obrigatórios.
Baixe o ManualModelo editável com estilos e macros configuradas para apoiar a produção de documentos mais organizados e acessíveis.
Use quando: a equipe for produzir ou adaptar documentos institucionais.
Baixe aqui!Registro da experiência inicial do Governo do Espírito Santo com simplificação textual e acessibilidade gráfica.
Leia o Artigo
Como usar as ferramentas
As ferramentas podem ser usadas de forma independente, mas funcionam melhor em sequência:
Diagnosticar → Reorganizar → Reescrever → Desenhar → Testar → Registrar
Para quem é este método?
A Comunicação Cidadã pode ser aplicada em editais, regulamentos, formulários, manuais, cartilhas, páginas de serviços, comunicados, e-mails institucionais, orientações ao cidadão, documentos de programas públicos e materiais de capacitação.

Como aplicar no seu órgão
A implementação pode começar por um documento prioritário.
O ideal é escolher materiais com alto impacto, grande volume de uso ou risco frequente de dúvida para o público, como:
Uma história em construção
Ela foi construída por servidores, especialistas, equipes de órgãos estaduais, parceiros institucionais e pessoas que acreditam que o Estado pode se comunicar melhor.
O trabalho começou com oficinas e documentos.
Depois virou método.
Agora, caminha para se consolidar como capacidade institucional.
Porque comunicação pública não é apenas o que o Governo diz.
É também o que as pessoas conseguem entender, acessar e usar.
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Quer conhecer ou aplicar a Comunicação Cidadã?
Explore os materiais, conheça os casos e acompanhe a evolução da iniciativa.